Nunca tinha estado por muito tempo em Curitiba. Me encantei com a cidade aos poucos, durante os dias em que fiquei de acompanhante da Karla, já na primeira internação. Mas voltando ao retrospecto das internações, vou dar uma ideia das idas e vindas.
Primeira internação: 26 dias (direto, só no hospital) (Citarabina e Daunorrubicina)
Segunda internação: 26 dias (direto, só no hospital) (Citarabina e Daunorrubicina)
Terceira internação: 5 dias de hospital, 4 dias num hotel de Curitiba (porque a Karla não podia sair da cidade) e mais 15 dias de internação para recuperar a imunidade. (Apenas administração de Citarabina)
Quarta internação: 5 dias de hospital, 5 dias em Itajaí e mais 15 dias de internação em Curitiba. (Apenas Citarabina)
Quinta internação: 5 dias de hospital, 5 dias em Itajaí e mais 16 dias de internação em Curitiba. (Apenas Citarabina)
O término desse tratamento foi em 12 de outubro de 2011. (Apenas Citarabina)
De abril a outubro, muitas viagens à Curitiba. Muito tempo de estrada. Muito tempo de hospital.
No dia primeiro de novembro, voltamos à Curitiba para a primeira consulta de rotina (o que era previsto) com o Dr.Pasquini, em consultório. Naquele momento, os leucócitos da Karla estavam em pouco mais de 3 mil. O que, para nós, era uma ótima notícia, afinal, a doença estava controlada. No entanto, em 2 de dezembro tivemos uma péssima notícia. Os leucócitos dispararam para 128 mil. Isso quer dizer que a doença havia voltado com força total, que todo o tratamento inicial não fez resultado a longo prazo. Nova internação. Karla fez dosagem maior dos medicamentos anteriores e permaneceu direto no hospital até o dia 21 de dezembro, sendo liberada para passar o Natal e o Ano Novo em casa.
No dia 4 de janeiro de 2012, voltamos ao hospital, agora para administração de nova quimioterapia. Karla está fraca, a pele está muito pálida, há manchas roxas na pele em razão das plaquetas baixas. Durante toda a semana anterior, foram 4 exames de sangue em Itajaí. Em todos, os leucócitos dispararam novamente. O que nos preocupa agora são os pulmões. Ela está precisando ficar no oxigênio direto e faz cerca de duas horas numa outra máquina, um ventilador mecânico, existente em UTI. Ontem, Karla quase foi parar na UTI em razão da péssima qualidade da respiração. Hoje está um pouco melhor. Ou seja, em menos de 20 dias administração da quimioterapia de dezembro, a doença voltou com força total novamente.